ESTRATÉGIA ALIMENTA CIDADES ALCANÇA 60 OFICINAS PRESENCIAIS E AVANÇA NA CONSTRUÇÃO DAS ROTAS MUNICIPAIS DE IMPLEMENTAÇÃO

Em outubro de 2025, a Estratégia Alimenta Cidades alcançou um marco importante em sua trajetória: 60 oficinas presenciais realizadas em municípios de todas as regiões do Brasil. O resultado reflete um amplo processo de mobilização [...]

ESCRITO POR COMIDA DO AMANHÃ

em 07/11/2025

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Em outubro de 2025, a Estratégia Alimenta Cidades alcançou um marco importante em sua trajetória: 60 oficinas presenciais realizadas em municípios de todas as regiões do Brasil.

O resultado reflete um amplo processo de mobilização e cooperação entre diferentes esferas de governo, que vem fortalecendo a construção de políticas alimentares urbanas mais justas, saudáveis e sustentáveis, sempre orientadas pelo direito humano à alimentação adequada e pelo fortalecimento da governança alimentar nos territórios.

Segundo Elizabeth Affonso, Gerente de Políticas Públicas do Instituto Comida do Amanhã, as oficinas presenciais marcaram uma etapa decisiva da Estratégia. “Dessas oficinas, as cidades estão avançando na construção de suas Rotas de Implementação, um instrumento que organiza as ações e compromissos municipais voltados aos sistemas alimentares e à segurança alimentar e nutricional. Até o momento, 53 municípios já concluíram sua Rota de Implementação Municipal, e outros sete estão em fase final de elaboração”.

As oficinas promoveram espaços de diálogo, escuta e construção coletiva entre gestores públicos, organizações da sociedade civil, universidades e demais atores locais. Durante as atividades, os participantes desenvolveram os diagnósticos situacionais das suas cidades, ferramentas essenciais para identificar desafios, reconhecer potencialidades e definir prioridades na construção de políticas alimentares mais alinhadas às necessidades territoriais.

Com base nesses diagnósticos, tem sido possível compreender a realidade alimentar de cada município, mapear políticas e programas existentes e estimular a cooperação intersetorial entre SUS, SUAS e SISAN, fortalecendo soluções integradas e inovadoras para os desafios alimentares urbanos e rurais.

Em Contagem (MG), por exemplo, a Subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional e de Agroecologia, Cida Miranda, destaca que a Estratégia impulsionou a incorporação de novos temas e ações concretas à agenda municipal: “Trouxemos para dentro da Rota de Implementação assuntos estratégicos, como o fortalecimento da agricultura urbana. Nossa ação concreta será a construção de 15 sisteminhas agroecológicos, beneficiando famílias de territórios em regularização fundiária. Também implantaremos uma unidade demonstrativa no Centro Municipal de Agricultura Urbana e Familiar e ampliaremos nossas hortas comunitárias e escolares”.

Agora, com as oficinas presenciais concluídas, a Estratégia entra em uma nova fase de consolidação: a construção e implementação das Rotas Municipais. Essa etapa dá continuidade ao trabalho desenvolvido nos territórios, transformando os diagnósticos participativos em planos de ação que fortalecem, na prática, os sistemas alimentares locais.

As Rotas de Implementação são o eixo central desse processo. Construídas de forma participativa e intersetorial, elas definem caminhos, prioridades e compromissos de cada cidade para o fortalecimento de seus sistemas alimentares. A partir dos diagnósticos, orientam a execução das ações concretas, conectando políticas públicas, equipamentos e iniciativas territoriais voltadas à promoção da segurança alimentar e nutricional.

O PAPEL DO INSTITUTO COMIDA DO AMANHÃ

O Instituto Comida do Amanhã, como um dos parceiros implementadores da Estratégia Alimenta Cidades, têm desempenhado um papel estratégico nesse processo. A organização contribui com análises técnicas, produção de conhecimento, articulação com governos locais e formulação de diretrizes voltadas à segurança alimentar e nutricional nas cidades participantes.

Sua atuação reforça a importância de um olhar sistêmico sobre a alimentação urbana, considerando não apenas a oferta de alimentos, mas também os fatores sociais, ambientais, econômicos e culturais que condicionam o acesso à comida de qualidade.

Ao lado do MDS e das gestões municipais, o Instituto seguirá contribuindo para a construção de políticas públicas integradas, enraizadas nas realidades locais e orientadas por princípios de justiça social, sustentabilidade e equidade.

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