Sistemas Alimentares e COVID-19: atualizações Outubro 2020

Nós do Comida do Amanhã seguimos monitorando alguns impactos da pandemia sobre os sistemas alimentares. Clique aqui e confira a série com os posts dos últimos meses! Abaixo, nossa seleção de atualizações do mês de [...]

ESCRITO POR COMIDA DO AMANHÃ

em 19/11/2020

|

98

Nós do Comida do Amanhã seguimos monitorando alguns impactos da pandemia sobre os sistemas alimentares.
Clique aqui e confira a série com os posts dos últimos meses!

Abaixo, nossa seleção de atualizações do mês de outubro:

COVID-19 & Fome.

No dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro de 2020, foi lançado o Instituto Fome Zero! Iniciativa do Senior Advisor do Comida do Amanhã, José Graziano da Silva, junto à diversos especialistas em segurança alimentar e nutricional, a organização pretende promover o combate à fome ao topo da lista de prioridades no Brasil e no mundo. Clique aqui e acesse o site do Instituto!

Segundo Report da ONU, a insegurança alimentar grave está crescendo no mundo e alguns países podem enfrentar crises severas ainda este ano.

David Beasley, Diretor Executivo do Programa Mundial de Alimentos (ganhador do Prêmio Nobel da Paz), alerta que a crise alimentar mundial que virá no próximo ano, agravada pela pandemia, é algo inimaginável e pede aos bilionários que participem da solução.

O problema não afeta somente países subdesenvolvidos: No estado da Pensilvânia (Estados Unidos), a fome chegou ao seu pico desde o início da pandemia. Em Nova York, as chamadas “filas da fome” percorrem a cidade com pessoas esperando doações de refeições e alimentos.

No Brasil, ironicamente uma potência agrícola, comer e beber já ficou 9,75% mais caro esse ano e a inflação é mais alta para quem ganha menos.

COVID-19 & Alimentação escolar.

Nos Estados Unidos o aumento da insegurança alimentar devido ao fechamento das escolas também é uma preocupação crescente, segundo reportagem da Bloomberg.

No Brasil, os 30% de recursos da Alimentação Escolar destinados à compras da agricultura familiar não estão sendo devidamente utilizados, enquanto famílias passam fome e carecem de uma alimentação saudável, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar (FBSSAN) e Nutricional em parceria com a Articulação Semiárido (ASA).

O FBSSAN realizou ainda audiência pública, em parceria com a Plataforma de Direitos Humanos Dhesca Brasil, sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de desobrigar o estado do Rio de Janeiro a fornecer alimentação escolar durante a pandemia e posteriormente ampliaram a denúncia sobre ausência de alimentos saudáveis na alimentação escolar neste período.

A Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável realizou Webinario sobre a alimentação saudável nas escolas dentro do contexto das eleições municipais.

Segundo levantamento realizado pelo Jornal O Globo, a alimentação não está chegando aos alunos da rede municipal do Rio de Janeiro. Este ano o Tesouro da cidade não gastou absolutamente nada com alimentação escolar: as fontes dos recursos são federais, as cestas são compradas com verbas do PNAE (vinculado ao Ministério da Educação) e os cartões-alimentação adquiridos através do salário-educação. Ainda assim o gasto foi 17% menor este ano do que no mesmo período de 2019.

COVID-19 e Padrões de consumo.

Como citado no primeiro tópico, a inflação está afetando diretamente o consumo alimentar dos brasileiros, principalmente os mais pobres. A agência de notícias Bloomberg aponta que a tendência inflacionária é mundial e está relacionada ao aumento dos custos de grãos (commodities agrícolas).

O estudo Nutrinet aponta que a relação entre melhora ou piora da alimentação dos brasileiros durante a pandemia está diretamente ligada à sua classe social.

Na faixa etária que representa maior risco de letalidade em caso de infecção por coronavírus no Brasil (45 a 55 anos), o consumo de alimentos ultraprocessados quase dobrou durante o isolamento.

Segundo estudo da USP, houve um aumento de 23% durante a pandemia no número de mulheres que declaram “beliscar” petiscos ao longo do dia. O uso de serviços de entrega em domicílio dobrou entre as mulheres adultas e 1 a cada 3 entrevistadas deixou de fazer compras no supermercado.

COVID-19 & Obesidade.

No Brasil, o número de pessoas obesas mais que dobrou nos últimos 17 anos. Os dados do IBGE, apesar de não cobrirem o ano de 2020, apontam uma tendência que é agravada com o isolamento: O editor chefe da revista científica The Lancet propôs, através de artigo, que a pandemia passe a ser denominada “sindemia” por agravar outras epidemias que já estavam em curso, entre elas o aumento da obesidade.

Considerando o contexto das eleições municipais como uma janela para mudanças, a Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável realizou uma entrevista on-line sobre políticas públicas no combate à obesidade, com Barry Popkin, pesquisador e professor de nutrição da Escola Internacional de Saúde Pública da Universidade da Carolina do Norte.

O que comemos muda o mundo.

Compartilhe!

Para saber mais

Continue se informando com outros artigos relacionados

Não encontramos nenhum conteúdo.

SAIBA MAIS SOBRE AS NOSSAS
ESTRATÉGIAS

ACESSE NOSSOS
TEMAS

SAIBA MAIS SOBRE OS NOSSOS
PROGRAMAS

ASSINE NOSSOS
CONTEÚDOS

ENTRE EM
CONTATO

SAIBA MAIS SOBRE AS NOSSAS
ESTRATÉGIAS

ACESSE NOSSOS
TEMAS

SAIBA MAIS SOBRE OS NOSSOS
PROGRAMAS

ASSINE NOSSOS
CONTEÚDOS

ENTRE EM
CONTATO